Opinião | O compromisso do Rap contra a desinformação da extrema direita

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Estamos em ano de eleição num mundão cada vez mais polarizado. Em meio ao mundo informacional que nos cerca e domina, para os membros do Hip-Hop, dois lemas emergem como símbolos opostos:

“Mantenha a Real” (“Keep It Real”), desenvolvido por parte do movimento Rap alternativo e militante e a política de desinformação disseminada pela extrema direita e seus seguidores. Enquanto integrantes do Hip-Hop combatente buscam a verdade e a autenticidade, os extremistas moldam a realidade de acordo com narrativas convenientes.

Desde o seu nascimento no exterior e do desenvolvimento no Brasil, o Rap sempre foi um espaço onde os grupos marginalizados encontram expressão. Sob o lema “Mantenha a Real” (“Keep It Real”), que remete ao conceito de originalidade, enraizamento e legitimidade, uma parcela considerável dos artistas do Hip-Hop desafia as normas da sociedade capitalista e discute questões sociais, políticas e raciais. O tão citado compromisso é evidente nas letras, que muitas vezes narram as experiências pessoais dos artistas e oferecem uma visão sincera da realidade, onde não se colocam somente como heróis, mas também expõem suas contradições, desejos e fraquezas.

Ser MC é também rejeitar a superficialidade e as narrativas falsas, buscando uma conexão autêntica com o público, promovendo a conscientização e o aprendizado mútuo. Curtir a vida é essencial, mas cada artista também sabe que devemos confrontar a verdade desconfortável, tentando caminhar de alguma maneira para uma comunidade mais consciente e justa.

A Política de Desinformação da Extrema Direita

Contrastando com o Rap alternativo e politizado, a extrema direita e seus seguidores têm adotado uma abordagem diferente: a disseminação da desinformação. Movidos por agendas políticas específicas, alguns grupos têm explorado o que chamam de “flexibilidade da verdade” para avançar em suas causas. A criação de narrativas convenientes, independentemente de sua fundamentação na realidade, tornou-se uma estratégia comum. De certa forma, os fatos não se impõem para os integrantes desse imenso grupo.

A desinformação não apenas obscurece a verdade, mas também mina a confiança na informação de veículos sérios de jornalismo. Nosso país sofre os efeitos provocados pelas  ferramentas de manipulação da opinião pública: conspirações infundadas, teorias da conspiração e negação de fatos científicos. O compromisso com a verdade é substituído por uma narrativa construída para atender a interesses políticos, muitas vezes à custa da coesão social. É o avesso do que cantou Sabotage. Para a extrema direita, não há compromisso, só há viagem.

Manter a realidade ou distorcê-la são ações que refletem as complexidades e os desafios de 2024. O Rap e o Hip-Hop não podem fechar com a extrema direita. “As ruas estão olhando…”

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