Dia Internacional da Mulher. Feliz dia de luta!

Em celebração ao DIA INTERNACIONAL DA MULHER, o portal Bocada Forte foi atrás da opinião de personalidades das mais variadas, de artistas a profissionais das mais diversas áreas sobre o momento atual vivido pela mulher no Brasil e no mundo, bem como as dificuldades ainda enfrentadas e os desafios pela frente.

DIA DA MULHER. FELIZ DIA DE LUTA!

Falar sobre o dia das mulheres me parece estranho nos dias de hoje. São dias em que não vejo respeito por nós e parar em apenas um dia do ano pra comemorar me parece falho. Mas vivemos em um mundo aonde lutamos diariamente por igualdade, por direitos, por respeito e até mesmo por amor. Porque somos fortes e não nos comportamos mais como sexo frágil! Somos uma geração de mulheres que não depende de homem. Que trabalha, que estuda, cria seus filhos e tudo isso tem feito com que os homens repensem sua postura em relação a nós.

O empoderamento feminino vem da nossa força em quebrar tabus, em não aceitar situações que nos humilham ou nos diminuem. Por isso acredito que nos oferecer flores em apenas um dia do ano não nos dá o devido valor que realmente merecemos. Nos deem respeito todos os dias e guardem as flores, porque não vamos precisar mais!

(Lu Ciana é paulistana, estudante de enfermagem, mãe, mulher negra e eterna defensora das causas feministas)

É difícil resumir a mulher hoje, pois temos muitas referências diferentes. Ao mesmo tempo eu vejo uma carência muito grande de boas referências. Sinto falta de uma mulher que se conhece de fato. Vejo muitas mulheres por aí, satisfazendo os desejos masculinos, confundindo isso com liberdade. Ao mesmo tempo, vejo muitas guerreiras que estão aí, firmes e fortes, crescendo a cada dia, nas mais diversas áreas. Essas me representam pra caramba.

Acho muito legal essa busca da mulher, que está se conhecendo, se apropriando de uma voz a muito tempo calada e vejo esse número de representantes crescendo, e muito. Mas tem uma coisa que me preocupa muito, que é uma falsa liberdade. Há uma confusão envolvendo liberdade com a satisfação de desejos do universo machista. Eu vejo muitas mulheres se expondo, sem sequer saber porque está se expondo, apenas satisfazendo os desejos desse universo machista. Ao mesmo tempo, vejo muitas mulheres bem informadas e formadas. Tenho a Rúbia (MC do R.P.W) e a Lívia Cruz como referências. Acho super legal a forma como a Lívia vem se apresentando dentro do rap. Admiro várias outras artistas.

Uma coisa boa de comentar, é que existem vários coletivos de mulheres acontecendo. Eu participo de um, aqui no RJ, que se chama Curvex. No sul tem a junção das gurias, que vão lançar um disco. Tem o Rima e Melodias em São Paulo. Isso é muito legal de ver. Venho de uma época que não haviam coletivos e o La Bella Mafia foi um dos primeiros coletivos de mulheres de hip hop. É bacana ver que a gente está quebrando este paradigma de que as mulheres não consegue trabalhar reunidas. Inclusive no dia da mulher, aqui no Rio, faremos uma reunião de artistas femininas numa ‘Girl Power Jam Sessions‘. São mais de 25 mulheres envolvidas neste evento que eu estou produzindo.

(Lica Tito é gaúcha, MC e cantora, residente no Rio de Janeiro)

Hoje, dia 8 de março, comemora-se o dia Internacional da Mulher, mas não há muito o que se comemorar por aqui, pois a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil, ou seja, são 135 mulheres estupradas por dia. Ainda em nosso país, foi registrado, nos dez primeiros meses de 2016, 63.090 denúncias de violência contra a mulher, o que corresponde a um relato de agressão a cada sete minutos no país. Dados da Pnad Regional referentes ao primeiro trimestre de 2016 mostram que o desemprego entre as mulheres é muito superior e cresceu mais do que entre os homens. No Brasil, a taxa ficou em 9,5% para os homens e 12,7% para as mulheres.

Agora no mês de fevereiro, perto do Carnaval, o goleiro Bruno, acusado e condenado por ter assassinado e feito a ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio foi solto. O motivo do crime seria não pagar pensão para o filho, que Bruno tinha com ela. Diante desse quadro, extremamente desigual, violento e negativo, seguimos com pautas urgentes, como a legalização do aborto e igualdade de salário, sem discussão no Congresso brasileiro. Temos que ouvir ainda que quando reivindicamos nossos direitos somos chamadas de ‘feminazi’, termo pejorativo, e que isso não passa de ‘mimimi’.

No rap também há muito machismo. Videoclipes objetificando o corpo da mulher, letras machistas, rappers agredindo companheiras e muitos artistas se calando, ou defendendo este tipo de atitude, contribuem muito para a perpetuar esse pensamento misógino. Sim, ainda enxergamos, as vezes, tentativas de mais participações femininas como protagonistas, entretanto está muito longe de estarmos em posição de igualdade. Essa falta de representatividade e do nosso universo dentro da música, ajuda a legitimar essa violência e desigualdade.

Porém mesmo com dados e situações desfavoráveis nunca deixaremos de lutar por espaços que também nos pertencem. Vejam, há uma luta por igualdade, é sempre bom lembrar.

(Erica Bastos é jornalista e fotógrafa, colabora para sites de hip hop como Bocada Forte e Zonasuburbana)

O dia da mulher é todo dia. Mulher luta, sofre, vence, ama, chora. Mulher tem que ser ‘mais macho que muito homem’ em cada dia do ano.

Mulher é mãe, é esposa, é irmã, é tia, é amiga, é companheira, é ‘pãe’. Mulher é jornalista, é professora, é piloto de avião, é escritora, é jogadora de futebol. Em mais um 8 de março, que a força da mulher não seja diminuída. Que cada mulher no mundo se liberte! Viva!

Que cada ser humano do mundo respeite a luta feminista por um mundo de igualdade entre os gêneros. Que nenhuma mulher sofra violência. Que não haja nenhuma a menos nas estradas da vida. Que você possa andar com a roupa que bem entender. Mulher, você merece ser o que você quiser! Você é e vai ser o que você quiser. Você é do tamanho do seu sonho!

(Yara Morais é jornalista, pós-graduada em ciências políticas e colaboradora do portal Bocada Forte)

Os tempos são sombrios, seja na política nacional, mundial e também naquele que sempre foi o nosso refúgio, o hip-hop. No Dia Internacional da Mulher, somam-se um sem número de denúncias não atendidas, de casos de homens – e também outras mulheres – que passaram e seguem passando o pano pros atos abusivos na cena – abusivos estes não apenas de violência física, mas de tortura psicológica, de julgamento moral, de isolamento, silenciamento e apagamento. É, nesta data, com todo o ‘boom’ da cena feminina e com inúmeros lançamentos que lotam a caixa de entrada e agora, diferente de alguns anos, o line-up de festas, que me pergunto: para onde estamos indo? É agora que sinto falto do bom de velho clima do ‘The Get Down’. Do bom e velho rap nacional. Do bom e velho hip-hop. Da preza de ‘paz, amor, diversão e união’.

Neste ano, que mal começou. Neste ano em que completo um ano com uma medida protetiva contra abusos cometidos por um rapper queridinho da cena, penso que é o momento de reflexão: qual hip-hop estamos fazendo? E fica esta pergunta a todos: homens e mulheres. Quem somos nós e o que queremos? Qual é a nossa contribuição pra cultura? Quanto evoluímos? Quais são nossas brigas? O meu desafio, enquanto mulher, é continuar sobrevivendo nesse universo de opressão. Fora da cultura e também dentro dela.

(Jéssica Balbino é jornalista, assessora de imprensa, escritora e colaboradora do portal Bocada Forte)

Só a Gente Sabe. As mulheres vivem hoje um momento onde as redes sociais potencializaram discussões e descobertas, principalmente sob o entendimento de que diversas situações ditas como ‘normais’ realmente não são e não deveriam ser normatizadas. Não somos obrigadas a nada, lugar de mulher é onde ela quiser e o corpo da mulher pertence somente a ela. Sim. Hoje é o dia da mulher, mas é o dia em que mesmo com diversas pautas e eventos serem direcionados à mulher, ela continua invisibilizada. Em um grande evento como a Virada Cultural, somos em média 8% na programação musical desde a primeira edição até hoje. O protagonismo ainda está longe, ainda somos aquelas chamadas para ficar atrás do palco, das câmeras, da mesa administrativa – e que também fazemos com excelência.

Mas quero ir no fundo, mais nas vielas, onde as redes sociais estão presentes mas as discussões não são pertinentes ou não chegam, seja pela rede de relacionamentos na Internet ou o machismo tão enraizado que até mulheres reproduzem o tempo todo e não enxergam o quanto são ‘convenientes’ (by Jessica Balbino). Quero ir mais fundo por saber, ver, sentir cada grito desesperado de mulhereS que morreM TODOS OS DIAS, porque definitivamente os seus corpos, suas vidas, ainda não são delas. Todo mundo sabe o por quê, lá no fundo, mas a vítima no Brasil tem culpa. Mulheres que são mortas porque são mulheres. F-E-M-I-N-I-C-I-D-I-O. E tem gente escrota que ainda deturpa o feminismo, que felizmente vem criando grandes redes de apoio para muitas mulheres. Porque só a gente sabe o que acontece aqui na rua, só a gente sabe a apreensão do cair da noite, onde você pode ser roubada e mais do que isso, porque você é mulher e tem o seu corpo hipersexualizado. Não preciso dizer quantas dessas mulheres são negras.

Hoje é o dia da mulher, todo dia é o dia da mulher, e todo dia morremos nas mãos de exs, atuais, familiares, desconhecidos, porque apesar de sermos empoderadas ainda somos as culpadas. É, os avanços existem mas ainda choro pelas minhas, tanto quanto já chorei por mim.

(Priscilla Feniks é MC e gestora cultural)

Nascer mulher negra no Brasil é sentir a obrigatoriedade de se manter sempre em alerta para poder sobreviver. A luta da mulher negra é dupla dentro de uma sociedade patronal, racista, que ainda mantém hábitos escravagistas. Pois são essas mulheres, que ainda lideram a execução de serviços braçais, domésticos , informais e recebem em troca os piores salários.

Portanto o ‘oito’ para mim, é simbólico, já que para nós, mulheres negras, a luta veio bem antes dessa data capitalista, demarcada por uma greve iniciada por mulheres russas, que nos apartou do protagonismo dessa história, já que naquela época, mulheres negras possibilitavam essa ‘revolução’ cuidando e assegurando o conforto da família das grevistas em suas casas trabalhando.

O nosso ‘oito de março’ é diário, para mantermos nossas famílias, nos manter fora das estatísticas de violência contra a mulher, afirmação da nossa sexualidade, romper os hábitos escravagistas como: A objetificação das nossas mulheres. E a dificuldade do acesso ao ensino superior público. Entre outras.

Então esse ano, eu desejo uma reflexão diferente: Desejo que todas as mulheres negras permitam-se não serem tão fortes todos os dias, permitam-se chorar, permitam-se procurar ajuda profissional ao que se diz respeito à saúde. Permitam-se habituar a ter um momento pra si, para ler, embelezar-se.

Essa nossa postura eterna de ‘dia 8 de março’ nos sobrecarrega e também nos mata.

(Dani Flores é mulher negra, mãe e professora de educação infantil)

No dia da mulher agradeço as flores, mas prefiro a equidade de gênero.

Muito se ouve falar sobre como o feminismo hoje em dia é desnecessário pois paira uma falsa impressão de que todos os direitos já foram equalizados, eu como mulher negra digo que, apesar de tantos avanços, ainda há muito que lutar para uma sociedade justa e igualitária para todas as mulheres. Não faz nem 100 anos que as mulheres conquistaram direito de votar no Brasil, há 85 anos atrás mulher não era cidadã neste país.

Aponto aqui três questões centrais que refletem a desigualdade e de onde derivam as dificuldades enfrentadas pelas mulheres nos dias de hoje, são eles: Desigualdade Salarial, sobrecarga de tarefas domésticas e a violência. Segundo o IBGE, uma mulher ganha 73% do salário de um homem na mesma função, mesmo que tenha mais escolaridade do que ele, a diferença ainda é maior quando se trata de mulheres negras. As mulheres gastam até 33 horas por semana com tarefas domésticas, enquanto os homens gastam no máximo 10 horas semanais, ou seja as mulheres fazem além das próprias tarefas domésticas, as dos homens e as dos filhos. Quanto à violência os números são ainda mais assustadores, no Brasil a cada 2 minutos 5 mulheres são espancadas e 80% delas por seus companheiros; a cada 11 minutos uma mulher é estuprada e em 70% dos casos o agressor é conhecido da vítima; a cada 2 horas uma mulher é morta. É muito importante reafirmar que muitas mudanças positivas na questão de gênero foram alcanças através de muita luta das mulheres e políticas públicas.

Mas tão importante quanto as políticas públicas é a mudança da consciência e cultura para construir uma sociedade em que o respeito não seja condicionado ao gênero. E é neste ponto que o feminismo tem papel fundamental na busca pela igualdade. Sendo mulher, percebia essas diferenças desde muito cedo, ainda criança vendo a divisão injusta das tarefas domésticas e o estímulo à maternidade como sendo o principal projeto de vida. Mais tarde quando adolescente recebendo orientações de como deveria ser meu comportamento social e sexual, e por ser mulher as orientações eram absolutamente diferentes do comportamento social e sexual masculino. Passei a vida vendo mulheres serem responsabilizadas pelos abusos que sofreram na rua, no ônibus, em casa, a partir da roupa que vestiam ou do quanto álcool tinham bebido. Ainda hoje, trabalhando em um dos maiores bancos do país não vejo mulheres diretoras ou vice presidentes, a mulher negra ocupa os cargos ainda mais baixos.

E assim, na tentativa entender todas essas diferenças e na esperança de um mundo onde as meninas que virão deixem de passar por essas experiências ruins, eu passei a me entender como feminista durante a adolescência e um pouco mais adiante, aprofundando os estudos, feminista Interseccional pois acredito que todas as lutas contra opressão machista, racista e LGBTfóbica devem andar juntas, pois assim somos mais fortes.

O machismo ainda é tão naturalizado que a maior parte desses problemas é tratado como humor cotidianamente, seja no almoço de domingo ou no grupo do WhatsAap ou Facebook. Quem ri da piada machista que se passar por uma “brincadeira” desconsidera nossa luta por liberdade, igualdade e respeito. Nesse 8 de março, sugiro mais do que flores e parabéns, sugiro consideração e apoio à nossa luta por equidade de gênero.”

(Barbara Cortes tem 29 anos, é mulher negra, periférica, feminista e paulistana)

O dia internacional da mulher é uma data de luto e luta, pois lembramos de todas as mulheres cis e trans que morreram na mão do estado genocida, racista, transfóbico e feminicida. Não queremos parabéns, queremos viver, ter direito ao corpo, igualdade de direitos e garantia de bem viver.

É para lembrar que mulher não é só mãe, irmã ou a filha, que ‘psiu na rua’ se chama assédio, que sexo sem consentimento é estupro, que a vitima nunca é culpada, que os assassinatos que vocês vêm nos programas policiais chama-se feminicídio, que lutar pela igualdade não é querer ser homem é querer ter os mesmos direitos e isto, nada tem a ver com o gênero. No dia das mulheres querem que entendam que não é não, que ela não pediu, que meninas de até 17 anos embora tenham seu corpo bem desenvolvido estão respaldas por leis e que se relacionar com elas mesmo com consentimento é pedofilia. É lembrar que a cada quatro minutos uma mulher é assassinada no Brasil e sua piada em forma de brincadeira contribui, as fotos que vocês trocam objetificando mulheres no grupo de whatsapp, os vídeos, os termos chulos utilizados contra qualquer mulher, contribuem para este índice. Portanto, no dia das mulheres queremos que vocês nos ajudem a viver e sobreviver e isto só será possível se cada homem parar e ouvir o que as mulheres estão dizendo.”

(Nerie Bento é assessora de imprensa e integrante da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop)

Não vejo motivos para comemorar o dia 8 de março com flores ou bombons, não é isso que queremos! Nem foi por isso que batalhamos. A data, que em 1857 marcou a luta de mulheres operárias – que paralisaram suas atividades por melhores condições de trabalho e igualdade – continua atual até hoje e de maneira incansável. Mas foi só depois da tragédia que ocorreu em 1911, quando uma fábrica têxtil de Nova Iorque pegou fogo, vitimando 130 mulheres que morreram carbonizadas, que a data começou a ser oficialmente instituída e “celebrada”. Mas vem cá, celebrar o quê, hein!?! Mais de cem anos se passaram e nós continuamos aqui: lutando bravamente pelo fim da desigualdade entre homens e mulheres, pelo fim do machismo que humilha, maltrata, agride e mata. 

Como repórter, por 8 anos eu ouvi, escrevi e coloquei no ar com grandes equipes de jornalismo, centenas (isso mesmo), centenas de histórias tristes e chocantes.E a grande maioria, adivinhe? Eram histórias de mulheres e de meninas que foram abusadas, violentadas, estupradas e mortas. Eu conheci inúmeras delegacias da Mulher no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro. E as histórias, quase sempre se repetiam! Cada vez que uma mulher, uma mãe, uma filha, chorava ao dizer o que sentia, eu chorava junto. Fraqueza?! Não! Dor e medo! Ser mulher é conviver diariamente com o medo. O medo de sair na rua, o medo de um assovio qualquer se transformar numa perseguição, o medo de ficar sozinha dentro do ônibus, de ir à praia para ler um livro e um homem se aproximar e te assediar, o medo dos olhares, o medo do companheiro ser violento, o medo de estar, o medo de ser. Até quando?! Será preciso que nós mulheres tenhamos uma nova geração de filhos e filhas que se respeitem mutuamente? Será preciso a humanidade se reinventar para valorizar o sagrado feminino?!

A escritora Clara Averbuck explica em poucas linhas, e de maneira tão simples e eficaz, o que é o feminismo: “Feminismo não prega ódio, feminismo não prega a dominação das mulheres sobre os homens. Feminismo clama por igualdade, pelo fim da dominação de um gênero sobre outro“. 

É isso, é tão fácil de entender! Queremos que os homens respeitem as nossas escolhas, os nossos direitos. Queremos companheiros que estejam lutando ao nosso lado e não perpetuando a sexualização de nossos corpos, queremos trabalhar tanto quanto eles, e ter o salário equiparado. Queremos dividir as tarefas domésticas. Queremos amor, queremos amar.  Afinal, nessa luta,o feminismo é a forma que encontramos de combater a dor nossa de cada dia.

(Pree Casagrande é gaúcha, residente no Rio de Janeiro, jornalista e feminista)

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