Opinião: Taz e companhia

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Por: Fábio Emecê
Do Jornal do Totonho

A Taz fez um protesto considerado solitário por uns, louco por outros e exemplar para uma maioria, principalmente para aqueles a seguem, e não são poucos. O que a Taz queria? Ela queria o PROEDI. O que é esse trambolho?

O Programa de Editais do Município de Cabo Frio contempla projetos culturais/artísticos para serem realizados no território durante o ano, com a ideia de fomentar a circulação de bem culturais, seja materiais ou imateriais.

Houve uma dotação de verba, um edital com regras estabelecidas, uma seleção, uma escolha, uma publicação no diário oficial e o dinheiro para os contemplados que deveria sair no começo do ano, até agora, nada.

Uma informação importante: O edital nos moldes do PROEDI só poderia ser colocado no contexto de participação da população mediante uma dotação pré-estabelecida. Dotação essa garantida, pois em Cabo Frio existe um Fundo Municipal de Cultura.

Diante dessa informação, cabe a pergunta básica: O que aconteceu com o dinheiro? Quem pegou? Para se fazer o que? E por que até hoje não foi reposto?

Uns alegam que os artistas estão sendo irresponsáveis e estão gastando dinheiro que não tem, outros dizem que o governo não tem prioridade com os artistas, pois existem coisas mais urgentes para se resolver na atual gestão.

Bem, a Taz em sua atitude corajosa, exemplar e histórica só colocou o dedo na ferida que já tá mais do que exposta. Ela não quis esperar as mesmas pessoas de sempre jogarem a responsabilidade em x ou y e quis resolver a questão do jeito que ela achava correto.

É muito além de situação e oposição. É má gestão mesmo. Irresponsabilidade com o dinheiro público e a não explicação do porque o dinheiro ter sumido.

A Taz merece toda a reverência e o ato dela abriu precedente para quem acredita na arte como proposta de transformação, se manifestar. Acredito que um ato por si só pode desencadear mudanças profundas.

Mesmo que saia dia 21 como já anunciado pelo prefeito de Cabo Frio cabe pensarmos se estamos no caminho certo para o desenvolvimento do Município. Não sou situação, não sou oposição, sou cidadão.

Saúde, Educação e Social são prioridades, certo? Pelo jeito o conceito de Cultura não está nos dicionários das escolas municipais. Taz Mureb fez o que tinha que ser feito e ninguém vai tirar isso dela. Com relação ao dinheiro, vamos esperar ou vamos esperar?

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