Opinião: Além de tintas e muros

graffiti
Foto: José Cícero da Silva

Apesar de haver muitos muros grafitados na região central, na periferia, o graffiti numa perspectiva social, conquista mais espaços e adeptos

Por José Cícero da Silva
Jornal DiCampana em parceria com Bocada Forte

A Cidade de São Paulo é conhecida mundialmente pelas intervenções artísticas espalhadas por diversas partes desta grande metrópole. Afirmar que, em algumas regiões, há galerias a Céu aberto não é exagero. São muitos os lugares onde se concentram trabalhos de grafiteiros de diversos lugares do mundo. Uma ação que ressalta essa característica foi o grande painel feito através de uma grande produção que coloriu os muros da Avenida 23 de maio – a mais movimentada da Cidade.

Apesar de haver muitos muros grafitados na região central; na periferia, o graffiti numa perspectiva social, conquista mais espaços e adeptos. A partir de uma visão introspectiva, e abordando questões sociais, os grafiteiros daqui cumprem a função de utilizar este instrumento como meio de reflexão, denuncia, conscientização e valorização da cultura de rua.

Ao trafegar pelas ruas, becos e vielas das quebradas, vemos graffitis denunciando a violência, o genocídio, a falta de assistência, corrupção, crise hídrica, entre outras temáticas do cotidiano.

Mas nem sempre foi assim. O graffiti foi perseguido, quem coloria os muros era interpretado como vagabundo, desocupado. Não são raros os casos de abordagem policial truculenta e agressões, no entanto, depois de 20 anos de ações continuas e efetivas, os grafiteiros conseguiram o respeito e reconhecimento através desta expressão artística.

Outro fato que joga contra esta arte é o valor das latas de spray, que custam em torno de R$15,00. Este é o elemento que – principalmente para quem está começando –  inviabiliza o processo educativo por um fator econômico.

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