PLAYLIST BF | Wus Inatingíveis atacam o “Inimigo invisível” em mais um lançamento

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Nossa playlist segue sendo atualizada, naquele ritmo devagar e sempre, e valorizando a arte feita na quebrada, aquela arte que não quer se encaixar em padrões e nem atender a demandas algorítmicas. Sem meme, sem dancinha, valorizando e respeitando a evolução e preservando a essência da Cultura Hip Hop. Nessa playlist não estão todas as obras que gostaríamos que estivessem, pois infelizmente muita coisa acaba não chegando pra nós. Nos atemos ao que chega pela nossas redes e email e de vez em quando incluímos algum trabalho que encontramos nas nossas pesquisas e indicações que recebemos.

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É importante que os artistas acessem os sites em que eles querem ver seus trabalhos expostos e mais importante ainda que eles saibam e reconheçam quem realmente valoriza o corre que eles fazem. Existem vários “@rrobas” por aí que só estão atrás de likes, views e etc. para depois vender espaço dentro de sites e perfis que ninguém sabe quem está por trás. Nosso corre é da vida real, independente, pelo Hip Hop, pro Hip Hop e para o Hip Hop, sem se preocupar com padrões impostos e sempre foi assim, há 23 anos é assim.

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Trampos como esse dos Wus Inatingíveis é desses, totalmente fora do que pedem as plataformas bilionárias que precarizaram o trabalho dos operários da música. É o Rap que não foi diluído em água ou groselha pra agradar uma classe média que está definindo quem vai estar nos grandes festivais à partir dos números nessas mesmas plataformas bilionárias. O título, “Guerra invisível”, me fez justamente fazer essa analogia com os algoritmos nebulosos que definem através de impulsionamentos e conteúdo patrocinado quem deve estar no tal topo.

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A playlist foi atualizada com outros trabalhos que seguem essa mesma linha, como por exemplo Infoguerra, Malik, Marco CPG, Zamba Rap Clube, Rafa Militão, Câmbio Negro e o trabalho do pessoal da cidade de Mogi das Cruzes, arte de quebrada que reuniu diversos nomes no vídeo da música “Lendas do basquete”. É o tipo de trabalho que o falso especialista em Rap, que joga contra a quebrada, diz que é atrasado, que os anos 90 já era, ficou pra trás. Falta de respeito total, algo que a rua não perdoa e está olhando. Esses que preservam a essência não são apenas o passado, eles são o presente e o futuro, pois foi a construção dos arquitetos e operários das gerações anteriores que nos trouxeram até aqui. Quem não respeita e não valoriza nem ao menos os DJs, pode fazer parte de qualquer movimento ou cultura, mas nunca foi, não é e nem será parte do Hip Hop.

“Em nosso país é difícil ver artistas fazendo turnês nacionais, mesmo tendo um grande reconhecimento. Pois em nosso país, a indústria cultural precisa esvaziar o conteúdo artístico e político de todo e qualquer artista (com raras exceções) do mainstream do rap nacional.”

Esse é um trecho de um texto muito bom do Danilo Cruz no Oganpazan, que dialoga com essa ideia em alguns pontos e vale muito a pena ser lido e compartilhado, é só clicar no texto em azul e conferir. Dá pra ir além do capital como fizeram Sarksmo e Choco, somos maioria, mas estamos pulverizados em plataformas e aplicativos, alguns querendo estar onde não são aceitos e não reconhecendo seus iguais.

Confira a nossa playlist

centralhh.com.br
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