Construindo Coletividade: A Luta por Direitos nas Periferias em Ano Eleitoral
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Lideranças comunitárias enfatizam a importância de ações coletivas que transcendam a política partidária, visando a dignidade e os direitos básicos das comunidades.
Com a proximidade das eleições de 2026, lideranças comunitárias de São Paulo destacam a necessidade de uma agenda coletiva que priorize a dignidade e os direitos básicos, como emprego, moradia, segurança, lazer e cultura. Shisleni Macedo, antropóloga e especialista em Justiça Reprodutiva, argumenta que é crucial pensar em projetos que não sejam apenas político-partidários, mas que realmente reflitam as necessidades das comunidades periféricas. As eleições, marcadas para 4 de outubro, trazem à tona a importância de articulações que conectem as demandas da população com um projeto de vida mais amplo, que promova a coletividade e o cuidado social.
A questão da saúde mental também é um tópico relevante, especialmente em um contexto de violência e desinformação. Everton Mendes, psicólogo e idealizador do coletivo Pluriversais, aponta que a falta de acesso a direitos básicos impacta diretamente a saúde mental das populações periféricas. Ele destaca que as redes sociais, ao individualizarem as experiências, agravam problemas como a depressão e a ansiedade, tornando essencial o retorno à comunidade como forma de resistência e suporte emocional. O debate sobre segurança pública, segundo Luana Oliveira, deve focar na vida e na dignidade, integrando políticas sociais que promovam a proteção e o bem-estar da população.
Além das questões sociais e de saúde, a moradia é uma demanda urgente. Silvia Jerônimo, conselheira tutelar e ativista por moradia, enfatiza que a regularização fundiária é fundamental para garantir acesso a serviços públicos e melhorar a qualidade de vida nas comunidades. Ela critica a falta de políticas habitacionais que realmente atendam às necessidades das famílias, que muitas vezes são deslocadas de suas redes de apoio. Em suma, o ano eleitoral de 2026 representa uma oportunidade para que as vozes das periferias sejam ouvidas e que se construam soluções coletivas que garantam direitos fundamentais e promovam uma vida digna para todos.
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