Opinião: Brasil, a hora do pesadelo | Por Elly Pretoriginal

Se liga aí…

Estamos vivendo desencontros e momentos tristes. Maus momentos da política brasileira. Momentos de assaltos pelas ruas, violência generalizada, sangue escancarado jorrando em nosso rosto através de cenas fortes, como é mostrado no YouTube ou na televisão – gente boa morrendo por diversos motivos injustamente. Nossa gente está se acabando na cocaína, no álcool… Outros estão incitando o uso de drogas de todos os tipo, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. O racismo é escancarado no nosso cenário e a gente cada vez mais vive o mundo dos sonhos, parecendo que estamos vivendo uma verdadeira “Hora do Pesadelo”, com Freddy Krueger, colocando cada vez mais pesadelos da pior espécie em todos os sentidos em nossos caminhos.
Não podemos deixar que isto tudo tome conta da nossa mente. Temos que nos sobressair! E não é dormindo demais tendo que ouvir aquele ditado que “cochilou o cachimbo cai“, ou o dito popular “quem dorme demais não vê Deus passar“, que vamos resolver o problema que nos cerca. Vamos resolver estando de olhos bem abertos, indo pra cima, derrubando as serpentes em nossos caminhos, os nossos medos, superando os desafios que sofremos, caindo e nos erguendo, firmes de pé… É assim que tem que ser nossa caminhada.

Então a verdade é que ninguém, mas ninguém mesmo, pode fazer nada por você, se você não quiser. Se você não fizer por onde, acreditar que pode, que é capaz, que vai vencer, você já entra vencido no octógono da vida pela própria mente. Se fazendo indiferente, independente de estar mal ou bem, a nossa verdade nos ronda constantemente, acreditamos cada vez mais em contos de fadas e sonhos, quando a real é que vivemos a realidade que nos é predestinada.

Se você acha que pode haver um mundo melhor da forma que estamos vivendo, onde o crime domina às ruas do Brasil e a corrupção, quando a polícia ainda oprime o povo, mesmo em 2017, e ainda vivemos vestígios de mais de 500 anos de opressão… Lamento.

Precisamos acreditar no poder da música. Como o original funk, que é motivo de orgulho pra nós homens pretos, sabendo do poder que a música tem de mudar o destino das pessoas. De nos trazer auto-estima, como James Brown trouxe. Nos trazer paz como Marvim Gaye, Michael Jackson, Etta James e Curtis Mayfield nos trouxeram. Não podemos mais admitir rappers ou MCs cantando a degradação da mulher, inferiorizando-as, incentivando uma nova geração a se drogar e a acreditar que porque seus ídolos fazem o uso de entorpecentes sem ter qualquer tipo de ressalva aonde quer que esteja, enfiando a sua verdade guela abaixo de qualquer um, e deturpando a sigla ‘MC’ aqui no Brasil, algo que lutamos tanto pra elevar o nível e ser respeitados, como os outros elementos do hip hop, fazendo as pessoas acreditarem que o rap não salva ninguém, como escutei alguns que se dizem MCs dizerem… Que apenas fazemos arte, se iludindo com a fórmula mágica pra se ter views e seguidores igual a X ou Y, e que o rap é só isso…

Se for assim, realmente você está vivendo o momento ápice da alienação da nossa cultura. Você precisa saber um pouco mais da história do hip hop. Você tem que saber quem somos nós, os criadores de tudo isso que tá acontecendo. A que viemos, quais foram os motivos pelo qual tomamos um posicionamento político e uma postura de seriedade em nossas atitudes e na música. Porque estamos vivos ainda, a mais de 30 anos elevando o nível da nossa música e trabalho. Quem são seus verdadeiros heróis? Porque músicas dos anos 90 atravessam gerações a tantos anos? Porque hoje estamos vivendo a era da música rap descartável, com prazo de validade limitada? Os problemas continuam aí…

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