Com produção executiva de Dr. Dre, Anderson .Paak lança o segundo disco em menos de seis meses

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Capa do Disco

Artista – Anderson .Paak
Título – Ventura
Gravadora – Aftermarth/12 Tone

Hoje em dia é comum artistas lançarem discos com um intervalo menor entre um e outro, tudo no mundo está acontecendo muito rápido, mas nem todo mundo consegue lançar tantos trabalhos e manter a qualidade no mesmo nível.

Isso só é possível quando o talento e a inspiração estão transbordando e no caso de Anderson .Paak isso é um fato indiscutível, o cara é um fenômeno, é impressionante como em um intervalo tão curto ele consegue lançar discos que, se não se superam, ao menos ficam no mesmo nível.

Esse último disco foi lançado na primeira quinzena de abril/19, menos de 6 meses depois do lançamento do “Oxnard”, o disco anterior que foi lançado em novembro de 2018. E se você ouvir os dois discos fica muito difícil dizer qual é o melhor, também temos que levar em conta que na produção executiva tem o Dr. Dre, que dispensa apresentações e sempre procura trabalhar com os melhores.

Não sei se vocês lembram, mas há quase um ano atrás, quando o Dre estava trabalhando também na produção do disco anterior, eles fez uma live no Instagram e disse que o título do disco seria “Oxnard Ventura”, depois acabou permanecendo apenas o primeiro nome. O segundo nome não foi abandonado e acabou sendo usado agora, é tanto talento junto que eles podem se dar ao luxo de lançar dois discos em menos de 6 meses.

A mídia especializada internacional, grandes sites, revistas e jornais, em todas as avaliações sobre esse disco, a média é no minimo 4 estrelas e as notas ficam entre entre 8 e 9. Mas além dele ser bom, também traz muita gente boa pra participar, o que ajuda muito a manter o nível.

Se liga nos nomes que .Paak reuniu nesse disco, entre participações nos vocais, produção e composição:

Andre 3000 (Outkast), que tem o dom de roubar a cena nas faixas que ele rima, ele não sabe brincar e participa da faixa de abertura “Come Home”. Na sequência já vem a música com Smokey Robinson “Make It Better” – já percebeu que logo nas primeiras faixas ele colocou duas lendas vivas, uma do Rap e outro do R&B – que é uma das melhores do disco e já teve o vídeo lançado, até mesmo antes do disco, na produção tem também a participação do DJ The Alchemist.

ASSISTA AO VÍDEO:

Continuando a sequência, na faixa 3 ele traz pra participar Lalah Hathaway, o sobrenome já é de peso, ela é filha de Donny Hathaway e divide com .Paak a faixa “Reachin’ 2 Much”, na produção Dem Jointz. Nem só de participações é feito o disco, em 4 faixas ele reina sozinho: em “Winners Circle”, “Yada Yada”, “King James” e “Twilight” (essa feita em parceria com Pharrell Williams) ele mostra mais uma vez que é rapper sim, não é só músico, produtor e um cantor de Soul e R&B (como se isso fosse pouco e se ele tivesse mais alguma coisa pra provar pra alguém), ele canta, rima e tem acompanhamento apenas das backing vocals nessas faixas.

Voltando as participações, Jazmine Sullivan, cantora da Filadélfia que teve o primeiro disco da carreira produzido pela Missy Elliot, participa da melancólica “Good Heels”, a faixa mais curta do disco, pode até ser considerada um interlúdio. Sonyae Elise é outra cantora nova, foi campeã de um reality do canal Bravo chamado Platinum Hit e no disco participou da música “Chosen one”. Na “Jet Black” ele trouxe a Brandy, aquela mesma dos anos 90, que vendeu milhões de discos, ganhou vários prêmios e participa em uma faixa bem dançante, mas achei ela meio perdida, não entendi muito essa parceria.

O disco não poderia terminar melhor, uma participação póstuma do saudoso Nate Dogg na “What Can We Do?”. Tomara que essa música tenha sido uma experiência para num futuro breve ele lançar um disco inteiro com regravações, restos de estúdio ou qualquer outra coisa que tenha ele e o Nate juntos novamente. Como o Doutor André de Compton não dá ponto sem nó, isso seria uma grata surpresa.

Escute o disco:

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