Saiba como foi o Festival Batuque 2015, em SP

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Entre suingue, ritmo, poesia, levada, beat e risco

Por Diogo Costa

No fim de semana dos dias 12 e 13 de dezembro, o unidade do SESC Santo André recebeu a sexta edição do Festival Batuque. Com uma diversidade sonora ligada ao hip hop, a programação do evento mantém aberta a porta do ritmo & poesia e suas variações, seja pela presença clássica dos MCs e DJs ou pela força instrumental das bandas.

O primeiro a subir ao palco, no sábado, foi o Beat Wise Recording, que explorou os beats e texturas com a apresentação e sintonia de seus integrantes, enquanto a galera chegava. Na sequência, a Metal Absoluto lançou as suas contagiantes linhas instrumentais e contou com a participação de Rincon Sapiência e Costa Alves no mic, entre outros convidados. A seguir, o RZO abalou literalmente as estruturas do local. Helião, Sandrão, Negra Li, Calado e DJ Cia mostraram porque o grupo é um dos nomes mais influentes do rap nacional de todos os tempos. A energia do clã da zona oeste transcendeu ao fazer homenagens ao eterno Sabotage. Para fechar a noite, ainda hipnotizado pela apresentação do RZO, o público balançou com o rapper norte-americano Joey Bada$$. Acompanhado do DJ Statik Selektah, o jovem MC descarregou a sua levada sobre samplers da gold era do hip-hop.

No domingo, o suingue do Space Charanga, projeto do músico Thiago França, deu as boas-vindas aos manos e minas que chegavam para o segundo dia do Festival Batuque 2015. Logo depois, Rodrigo Ogi dominou o palco ao mandar as suas crônicas em forma de rimas que estão presentes nos dois álbuns lançados pelo inquieto artista brasileiro. A energia musical e carisma de BNegão & Os Seletores de Frequência contemplaram a terceira atração da noite. Cada vez mais afinados e ousados, os músicos da banda caminham do groove ao hardcore com naturalidade, enquanto BNegão costura tudo com a sua voz marcante, afiada e malemolente. Encerrando, Joey Bada$$ teve apresentação semelhante ao dia anterior, porém, agora, o MC fez a galera abrir uma roda cabreira de bate-cabeça, resgatando o clima das baladas de rap da Class, que rolava no sobsolo da galeria na rua Augusta há cerca de duas décadas.

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