Duelo de MCs Nacional: o novo campeão brasileiro

Foto: Pablo Bernardo
Foto: Pablo Bernardo




Realizado no último domingo (23) em Belo Horizonte  (MG), evento revela o vencedor nacional de freestyle 



Por: Lu Matsu

A terceira edição do Duelo de MCs Nacional foi uma vitória de todos nós. No último domingo (23/11), O vão do Viaduto Santa Tereza – no Centro de Belo Horizonte-MG – recebeu mais de 3000 pessoas debaixo de temporal, entre artistas e amantes da cultura Hip Hop de todo o país, para conferir a disputa pelo título de melhor MC improvisador do rap nacional.

Na disputa pelo título de campeão do freestyle, subiu ao palco uma nova safra de MCs, com representantes de oito estados: Salsi (PE), Leoni (ES) Daniel ADR (PA), Capanga (MG), Koell (SP – disputando pela segunda vez), Lodk (RJ), Nauí (DF), Larício (BA).

Na semifinal entre Lodk x Capanga e Koell x Larício, deu Capanga (MG) x Larício (BA) na final, com direito a voto da plateia enlouquecida gritando pelo terceiro round. 
“A final foi muito acirrada, com ataques e respostas muito em cima. A criatividade também estava bem afiada entre os participantes. O Larício se saiu melhor na desenvoltura, dominando tanto a plateia quanto a batalha em si”, conta Dmorô – MC e jurado da batalha.

 Ontem o Hip Hop se mostrou vivo em sua diversidade e essência, reunindo as manifestações artísticas da cultura em um grande baile a céu aberto, para celebrar a histórica e retomada do espaço.

Isso, porque o Viaduto Santa Tereza – palco do Duelo de MCs desde 2007 – foi fechado em janeiro deste ano para reformas, pela Prefeitura de Belo Horizonte, em um processo conturbado e pouco transparente.
 A liberação do espaço foi conquistada exclusivamente para o evento, após um longo percurso de articulação política.

Foto: Pablo Bernardo
Foto: Pablo Bernardo

Fiquei emocionado vendo a estrutura que esse ano conseguimos na raça e determinação, com apoio de pessoas que abraçaram a causa e acreditaram no sonho. Para quem começou com um mp4 ligado na caixinha,em cima de um skate, com um público de 30 pessoas, isso prova o quanto uma organização bem determinada faz uma grande diferença”, explica Nil REC – MC e jurado da batalha.

Um outro fator que quase embargou a realização do evento este ano foi o fato de o coletivo Família de Rua não ter conseguido patrocínio para o projeto do Duelo de MCs Nacional, aprovado na Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Sem espaço e sem recursos, a ideia era fazer acontecer com o apoio de todos aqueles que acreditam e respeitam a batalha.

E aconteceu, através de uma campanha de financiamento coletivo, que arrecadou mais de R$32 mil com o apoio do público, via plataforma de crowndfounding Catarse.

“A tônica desse duelo foi a luta, a coletividade e a resistência e acreditar que é possível realizar também por essas vias”, considera Monge, apresentador do Duelo de MCs e membro da Família de Rua, desde 2007.

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