J Dilla. Ao mestre dos beats, com carinho

Podemos considerar fevereiro um mês marcante para a história da cultura Hip Hop e da música Rap. Em 7 de fevereiro de 1974, ganhávamos a presença iluminada de um dos mais respeitados e um dos maiores produtores que o Rap já viu: J Dilla. Porém, também no mês de fevereiro, no dia 10, em 2006, o Hip Hop chorava o seu falecimento.

J Dilla. Foto: Reprodução/Google

Dilla, James Dewiit Yancey, nasceu na cidade de Detroit, estado do Michigan, berço das grandes empresas de automóveis norte-americanas. Seus pais já tinham envolvimento com a música. Sua mãe, Ma Dukes, fora cantora de ópera e seu pai Beverly Dewiit Yancey, era um baixista de jazz. Logo muito cedo, Dilla se apaixonou pelo Rap. Ainda enquanto frequentava o ensino médio.

Em 1992 um encontro mágico: J Dilla teve sua primeira experiência com uma Akai MPC. Foi através do músico e amigo Amp Fiddler. Rapidamente Dilla e a MPC tornariam-se legendárias.

Foi na escola Pershing Hight Shool, em 1996, que ele conheceu os amigos, e parceiros de primeira empreitada no Hip Hop, T3 e Baatin. Juntos, em 1997, eles lançaram o primeiro álbum, intitulado Fantastic Vol.1. O trampo tornou-se um sucesso entre os fãs do Hip Hop de sua cidade natal. Naquela época, Q-Tip, do A Tribe Called Quest, saudou o grupo como seus sucessores. No entanto, Dilla disse que se sentia desconfortável com a comparação e expressou isto em várias entrevistas.

Sua ascensão foi meteórica. Durante os anos 90, J Dilla já tinha desenvolvido trabalhos com grupos e artistas como Janet Jackson, The Pharcyde, De La Soul e Busta Rhymes, além do álbum solo de Q-Tip. Muitas das faixas produzidas nem continham o nome dele, mas eram assinadas pelo The Ummah, um coletivo de produtores formado por Q-Tip, Ali Shaheed Muhammad, Raphael Saadiq e Tony Toni Toné. Além de lançar trampos com esses caras, Dilla trabalhou também com a banda Brand New Heavies.

Em 2000, J Dilla e o Slum Village lançam seu segundo álbum, Fantastic Vol.2. O disco foi lançado por um grande selo e marcou a carreira do produtor.

O seu debut como artista solo viria no ano seguinte, em 2001, com o single Fuck The Police (Up Above Records). Em seguida veio o álbum Welcome 2 Detroit (BBE). Foi nesta época que ele começou a usar o nome J Dilla.

Em 2002, Dilla assinou contrato como artista solo com a MCA Records. Neste período ele procurou atuar como MC e buscou outros produtores para assinarem os beats de suas músicas, como Madlib, Pete Rock, Hi-Tek, Supa Dave West, Kanye West, Nottz, Waajeed, dentre outros. Infelizmente, o álbum acabou arquivado devido a mudanças internas na gravadora e na MCA.

Também em 2002, J Dilla iniciou um projeto junto com o produtor Madlib. Juntos eles formaram a dupla JayLib e lançaram, em 2003, o álbum Champion Sound. Um ano depois, em 2004, Dilla mudou-se de Detroit para Los Angeles e, junto com Madlib, ele realizou uma tour.

A perda de peso foi um dos maiores reflexos da condição de saúde debilitada de J Dilla. Foto: Reprodução/Google

Já neste período, J Dilla tratava e escondia sua doença, chamada Púrpura trombocitopénica trombótica, que causa um distúrbio que resulta na formação de coágulos em pequenos vasos sanguíneos por todo o corpo. A medicação que usava causava muita perda de peso e foi isto que acabou revelando ao mundo a sua condição de saúde debilitada. No entanto, foi em novembro de 2005 que a seriedade de sua doença tornou-se pública, quando J Dilla percorreu a Europa se apresentando em uma cadeira de rodas.

J Dilla morreu em 10 de fevereiro de 2006, em sua casa em Los Angeles, na Califórnia, três dias após o lançamento de seu último álbum, intitulado Donuts, e de se aniversário. Sua mãe, Maureen Yancey, disse que a causa foi parada cardíaca.

Seu história no Hip Hop e seu legado para a música é imortal.

Ouça algumas beat tapes com instrumentais de J Dilla, reunidas por Nas Kingston

Fonte: Wikipedia

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