Max B.O.: a correria não para

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Foto: Aoran Draganofi

Nesta semana, fãs de rap ficaram surpresos com a notícia da saída de MAX B.O. do programa Manos e Minas, depois de 7 anos. O Bocada Forte trocou uma ideia com o MC, que falou sobre o afastamento do programa e o que prepara para este 2016.

Bocada Forte: A notícia de seu afastamento foi uma surpresa ou você já esperava algo?
Max B.O.: Foi uma surpresa! Achei que estavam me chamando para falar da nova temporada. Chegando lá, vi umas pessoas olhando estranho (risos) . Parece que você repetiu de ano ou morreu alguém, todo mundo olha, mas ninguém fala nada.  Na sala de reunião,  veio o agradecimento pela minha contribuição com Fundação Padre Anchieta, aí caiu a ficha. Acontece…

Bocada Forte: A saída foi de maneira tranquila? Houve alguma discussão?
Max B.O.: Sem discussão. Não teve discussão na entrada, não teria na saída. Peguei meu banquinho e sai de fininho…

Bocada Forte: Conversou sobre isso com a sua equipe?
Max B.O.: Não, até por que não tinha o que conversar. Fui informado da minha saída, não sei se já sabiam, mas a única pessoa da equipe que estava lá e meu deu um salve foi o Zeca ( produtor musical ).  No dia que fui assinar a rescisão, a equipe estava em reunião com a pessoa que vai apresentar.  Aí pediram pra nova estágiaria – que eu nem conhecia – trazer os papéis. Já encontrei o Erick Jay e o B8, em outros trampos por aí.

Bocada Forte: Você é uma da poucas referencias negras e do hip hop na TV. Sabe o que isso representa para a cena rap brasileira e a juventude negra?
Max B.O.: Com certeza representa muito. Quando o Manos e Minas era exibido nas tardes de sábado, sempre soube que nas quebradas, nos presídios, o programa era líder de audiência, porque mostra o que o povo realmente quer ver. E pra falar a verdade, na TV sou uma das poucas referências negras e a única do hip hop atualmente, infelizmente. O Thaide ( MC, ex-apresentador do Manos e Minas e repórter do programa A Liga ) depois que saiu do Manos, foi pra Liga, mas lá ele é um repórter que veio do hip hop, não deixa de ser quem ele é, mas é uma função de repórter. Bom seria se houvessem mais negros, se isso aumentasse e se não parecesse um sistema de cotas na TV. Porque ao invés de aumentar, vão trocando uns pelos outros.

Bocada Forte: Qual foi seu maior aprendizado nesse período que apresentou o Manos e Minas?
Max B.O.: Que onde quer que eu vá, será sempre pela minha música, meu trabalho inicial. Aprendi que não se deve esquecer nunca disso.

Bocada Forte: Com sua experiencia na TV durante esses anos…pretende fazer algo relacionado ao hip hop em algum canal ou no YouTube?
Max B.O.: Sem dúvidas, quero fazer coisas ligadas ao hip hop e ao universo do meu público. Já estou conversando sobre novas possibilidades na TV e, com certeza, é hora de começar coisas no meu Web Canal. Pra essas duas possibilidades já tenho formatos prontos, precisamos finalizar pilotos e cair pra cima. Tem gente interessada, então vamos fazer a parada como deve ser feita.

Bocada Forte:Está preparando algum disco novo? O que podemos esperar do Max BO neste 2016?
Max B.O.:Estou trabalhando num novo projeto musical, diferente de tudo que já fiz. Uma onda autoral, mais popular, mais ligada nas nossas raízes. E sigo montando repertório para o meu próximo disco de rap.

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