Angola: Liberdade para Luaty Beirão

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Por: Grupo OPNI

Nos tempos em que a democracia brasileira vem sendo ameaçada com rumores de impeachment e abordagens pouco responsáveis por meio da grande mídia ao noticiar o assunto, achamos indispensável colocar em pauta um caso em que o abuso de poder tem colocado em risco a integridade física de um ativista angolano.

Trata-se de Henrique Luaty da Silva Beirão, artista ligado ao movimento hip hop de Angola, preso em 21 de junho deste ano. O atual regime acusa o músico de incitar rebelião e preparar um atentado contra o Presidente da República, quando na verdade, Luaty estava reunido com outros ativistas apenas para debater a situação política do país e formas de resistência não violentas. Indignado com a forma arbitrária com que o caso vem sendo conduzido, Luaty iniciou uma greve de fome que já dura 24 dias.

Em contrapartida, autoridades angolanas não têm fornecido detalhes sobre sua atual condição, proibindo visita de amigos e advogados. Ao que se sabe, por enquanto, apenas a mãe ainda consegue visita-lo. Segundo relatos de familiares, desde que iniciou o protesto, Luaty Beirão já perdeu mais de 10 quilos e está tão debilitado que nesta última semana não conseguiu nem mesmo beber água, devido a fortes dores que sente.

Não fosse o bastante, Luaty não foi o único detido. Em decorrência da reunião pacífica realizada em 21 de junho, outros 15 ativistas foram levados sem mandado e permanecem presos em diferentes cadeias de Angola, acusados de “perturbação da ordem pública”. Diante dos fatos, somos solidários à causa dos nossos irmãos que lutam pelo direito de manifestar-se pacificamente e denunciar as injustiças sociais cometidas contra o povo. Sendo assim entoamos o coro de ‪#‎LIBERDADEJA‬.

Se você também considera que esta luta é de todos nós, assine a petição que exige das autoridades angolanas a libertação dos ativistas, garantia de que os mesmos não estarão sujeitos a maus tratos ou tortura e o fim da prática de detenções arbitrárias, assédio e intimidação de ativistas. Petição aqui.

[+] Clique aqui para saber mais sobre o movimento de Liberdade aos Presos Políticos em Angola

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