Confira os detalhes da 16ª edição do tradicional ‘Tributo ao Sabotage’

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Amanhã, 25 de Janeiro (sábado), enquanto a cidade de São Paulo comemora seus 466 anos, no espaço denominado Área de Lazer Água Espraiada (Brooklin) ocorrerá uma grande festa para celebrar a 16ª edição do tradicional ‘Tributo ao Sabotage’, que tem entrada franca e anualmente homenageia a memória daquele que ainda é considerado um dos nomes mais importantes da história do rap brasileiro.

O rapper Mauro Mateus dos Santos Filho (São Paulo, 3 de abril de 1973 — São Paulo, 24 de janeiro de 2003), mais conhecido pelo seu nome artístico Sabotage, foi um rapper, cantor, compositor e ator brasileiro. Mauro, pai de 3 filhos, nasceu na Zona Sul de São Paulo, onde, depois de ter sido assaltante e gerente de tráfico, encontrou uma saída no Rap, entrando na música e percebendo o seu verdadeiro dom.

A origem do apelido Sabotage deu-se por estar sempre conseguindo burlar as leis com tremendo êxito, como entrar em bailes, festas e boates sem permissões, e saindo ileso de inúmeras confusões. Considerado uma lenda na zona sul paulistana, ele inspirou vários rappers, como Rhossi, Pavilhão 9, além de ter ensinado Paulo Miklos como ser um digno malandro, no filme “O Invasor”, de Beto Brant, com quem escreveu até uma música. Sabotage fez um único disco solo, o Rap é Compromisso!, e participou de vários CDs com o RZO, SP Funk e outros.

Em 2016, 13 anos após sua morte, o álbum que leva o mesmo nome do cantor foi lançado no serviço de streaming Spotify. Nele estão diversas canções feitas na semana em que o rapper foi assassinado.

O Maestro do Canão também fez parte de dois filmes: o já citado “O Invasor”, e o premiado “Carandiru”, além de ter recebido vários prêmios, como personalidade, revelação e outros no Hútus, o grande festival de premiação de rap no Brasil.

Sabota morreu com quatro tiros pelas costas, em 24 de janeiro de 2003. Vale ressaltar que ele era o próprio compositor e cantor de suas músicas. Ele foi enterrado no cemitério do campo grande no dia 25 de janeiro de 2003. Em toda sua carreira, compôs dezenas de trabalhos e alguns deles se tornaram uma espécie de hino para jovens da periferia. Para muitos, Sabotage é uma rica expressão da constante luta que o pobre enfrenta diariamente para viver dignamente e isso fez com que vários outros artistas usassem suas obras como samples, colagens e scratchs de seus trabalhos.

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