Escute ‘Violar’, novo trampo do Instituto

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Tejo Damasceno e Rico Amabis.

#RapBRASILEIRO
O grupo INSTITUTO – Rica Amabis e Tejo Damasceno – acaba de lançar seu novo álbum. Chamado ‘VIOLAR‘, o disco vem recheado de participações de peso, como gravações inéditas de SabotageCriolo, Karol Conka, Otto, Nação Zumbi, Sombra, BNegão, dentre outros.

O novo trabalho é lançado 13 anos após o lançamento de seu último disco, ‘Coleção Nacional‘, “Fomos fazendo aos poucos pra ficar com a qualidade que queríamos. Em álbuns feitos com pressa, às vezes, percebo que várias peças ficam desencaixadas e só estão ali porque foi do único jeito que dava. Nós, como não tínhamos pressão, pudemos ir realocando tudo até ficar bom pra nós“, explicou Tejo ao site Noize.

Rica Amabis trocou uma ideia com o BF. Confira abaixo:

Bocada Forte (BF): Qual o sentimento de lançar o novo trampo, “Violar”, e qual o sentimento que o álbum, em si, deseja passar através da música?
Rica Amabis: É uma satisfação muito grande. Depois de tanto tempo, lançar um disco que começou a ser feito em 2003 e que ainda soa contemporâneo. O nosso trabalho sempre foi baseado na cultura hip hop, tanto no modo de compor, através de samples, como nas letras combativas, de protesto. Estamos aqui para fazer arte e discutir o tempo atual.

BF: Sabotage é considerado por muitos um dos maiores MCs brasileiros de todos os tempos. Vocês trabalharam com ele e, no novo álbum, temos sua participação. Conte pra gente como era trabalhar com o Sabota e fale-nos um pouco sobre as faixas em que ele participa.
Rica Amabis: Sem dúdida, é o melhor rapper que o Brasil já viu. Era muito classe trabalhar com ele, pois não tinha limite, não tinha regra. Se estivesse soando bem, tava bom. A faixa “Alto Zé do Pinho”, foi composta pelo Sabota em Recife, quando fomos para o festival de cinema representando o filme “O Invasor”, que fizemos a trilha. Ele ficou muito feliz de estar na terra do Chico Science e compôs o som. Ele gravou a versão só com baixo com o Quincas Moreira e depois tivemos a ideia de colocar a Nação Zumbi e o Otto, que são representantes de Pernambuco e eram amigos do Sabotage. E por fim, gravamos o Sombra, que representou.

BF: Atualmente encontramos, basicamente falando, duas vertentes na música rap: uma que trabalhar na linha de produção trap, com beats sintéticos e conteúdo lírico ‘descontraído’; e outra que tenta manter as origens old school do rap, com a cultura do ‘sample’, a presença do DJ e letras com maior profundidade. Como você vê essa cena?
Rica Amabis: Eu acredito que as duas são necessárias pois representam as várias vertentes do Rap. Assim como uma pessoa não é uma coisa só, o rap também não. Existem momentos em que a música tem que transmitir o pensamento social e combativo de um grupo de pessoas, e tem momentos que a música é para a descontração, para a festa. As duas são muito necessárias.

Daniel Ganjaman, que já fez parte do Instituto, deu seu depoimento: “Essa semana, depois de 13 anos do lançamento do ‘Coleção Nacional’ (nosso primeiro disco) finalmente vem pra rua o ‘Violar’, disco cabuloso, cheio de convidados incríveis, com o DNA do Instituto impresso do começo ao fim. Apesar de não ser mais oficialmente do núcleo, me sinto também lançando um disco meu, em nome desses anos todos de parceria e realizações que foram divisoras de águas em nossas vidas e – por que não dizer – na música brasileira contemporânea. É com muito orgulho e admiração que eu lhes convoco a ouvir o cabuloso ‘Violar’.

‘Violar’ está disponível apenas no Spotify (abaixo), mas será disponibilizado para download na página oficial do grupo no dia 26 de outubro. Fique ligado!

[+] Leia também matéria da Folha de São Paulo sobre o disco.

Via Noize.

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