A resistência negra e o projeto de um Brasil branco

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“O desenho de uma nação brasileira está calcado no ideário de um Brasil que precisa ser branco, civilizado, capitalista e cristão”

O texto “O conservadorismo e o encarceramento da população negra”, do historiador Weber Lopes Góes, mostra a estratégia das elites brasileiras para conter, excluir e até exterminar a população negra durante a história do nosso país.

Com olhar crítico, o autor resgata as obras de Abdias do Nascimento e Clóvis Moura para ligar o projeto de um Brasil branco que se desenvolveu a partir da abolição da escravidão e atravessou o século XX e XXI. Da caneta que registra a assinatura de leis excludentes ao tratamento violento que a PM impõe aos jovens negros, periféricos, favelados, Weber Lopes destrói a falácia dos conservadores que ainda tratam a luta negra pelo viés do coitadismo.

Como relata o historiador, “De maneira assertiva Clóvis Moura e Abdias do Nascimento já haviam alertado que o desenho de uma nação brasileira está calcado no ideário de um ‘Brasil que precisa ser branco, civilizado, capitalista e cristão’.
Nesse quadro, os negros foram neutralizados, empurrados para as favelas, inseridos na divisão racial do trabalho nos locais subalternos. Conforme Moura (1983) afirma, os africanos no Brasil foram deslocados para os guetos invisíveis, encarcerados, foram objetos de esterilização, morte física por arma de fogo ou por meio da degradação social”

Os recentes casos de racismo na mídia, redução da maioridade penal, homicídios de jovens, chacinas nas periferias, intolerância religiosa, ação das UPPs e linchamentos podem ser interpretados de maneira mais ampla após o conhecimento deste trabalho.

O texto saiu no site Teoria e Debate. Vale a leitura!

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