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#BF25Anos | Em podcast, Diko Lopes e Yzalú reafirmam o impacto do Hip-Hop

Yzalú e JaimeDiko’ Lopes, duas figuras importantes no cenário do Hip-Hop brasileiro, compartilham suas experiências e reflexões sobre suas trajetórias e o impacto da cultura em suas vidas. O canal para essa troca de ideias é o Coletivo Fora de Frequência, que por meio do projeto “Hip Hop Plural, Orgânico e Digital”, realiza o podcast “Quebrada Plurall”. De acordo com seus integrantes, a ação promove articulações com diferentes temas relacionados à arte, cultura, economia criativa e sustentabilidade. Em 2024, as entrevistas são focadas nos 50 anos da Cultura Hip-Hop. A mediação ficou a cargo de Stephanie Catarino.

Yzalú, Rapper e cantora, destaca a importância da integridade em sua carreira artística. Para ela, ser artista é mais do que um título; é uma forma de vida que reflete sua identidade como mulher negra de pele parda e pessoa com deficiência. Ela vê sua presença na arte como uma reivindicação de um direito adquirido, enfrentando o desafio de ser uma mente ativa numa sociedade que muitas vezes vê isso como uma ameaça.

Durante a pandemia, Yzalú passou por momentos de profunda reflexão. A artista conta que, tempos depois, na Virada Cultural, quando uma mulher recém-saída da prisão a abordou e agradeceu pelo impacto positivo de sua música nas detentas, a rapper confirmou seu papel no movimento cultural e social representado pela cultura de rua. Esse tipo de feedback reforçou para a artista a importância de seu trabalho, não pelo alcance midiático, mas pelo efeito direto nas vidas das pessoas.

Diko Lopes, produtor cultural e ativista responsável pela Rádio Mixtura e membro do Bocada Forte, recorda eventos marcantes, como o “300 anos de Zumbi” no Anhangabaú. Para Diko, esse evento foi crucial, um momento de descoberta e afirmação, onde ele e seus amigos foram ao centro da cidade para assistir a uma performance de Rap ao vivo. O evento lotou a praça e mostrou a força da cultura Hip Hop.

Ambos Yzalú e Diko reconhecem que suas trajetórias foram marcadas por momentos de mudança. Yzalu reflete sobre a liberdade que a arte lhe proporciona, permitindo-lhe mover-se com autenticidade. Diko admite que sua visão crítica do passado era rígida e limitadora. Ele observa que a cultura Hip-Hop se tornou mais diversa e livre, contrastando com os conflitos do passado sobre autenticidade e estilo. “Cada liberdade é um impacto”, afirma .

Hoje, tanto ela quanto ele valorizam as transformações desenvolvidas no Hip-Hop. Para Yzalú, a importância de seu trabalho é validada pelo impacto real nas vidas das pessoas, enquanto Diko destaca a inclusão de diferentes expressões artísticas e a diversidade do movimento. Ambos concordam que a evolução é essencial para a continuidade da cultura Hip-Hop, permitindo que novos elementos e estilos enriqueçam o movimento.

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Assista a entrevista na íntegra

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