Contextos: Hip Hop em debate

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Série de artigos, reportagens e entrevistas aborda as conexões da cultura de rua brasileira

Seja no Brasil ou nos EUA, não é nenhuma novidade a movimentação das conversas e debates sobre a falta de identificação da nova safra do rap com as origens do hip hop. Quantas vezes ouvimos frases do tipo “os caras nem conhecem o GOG, nem sabem quem é Pepeu e ignoram a importância do DJ Raffa“.

Estes questionamentos nem sempre são demonstrações vaidosas de superioridade da velha escola para questionar o conhecimento dos mais novos adeptos, curtidores, DJs, produtores, blogueiros, jornalistas, MCs, ativistas, entre outros seres que constróem o parte do hip hop.

Da mesma forma que as histórias sobre escravidão, perseguição cultural e religiosa, assassinatos praticados durante o regime militar são considerados distantes demais da realidade atual e, por isso, muitos dizem não têm tantos efeitos nos dias de hoje, fatos que são os primeiros tijolos da cultura de rua passam desapercebidos por uma grande parcela de novos sujeitos do hip hop que nem faz questão de tentar ficar por dentro do que rolou. A ideia de que o olhar deve sempre está voltado para o futuro reina soberana. Sabemos qual o efeito disso no campo da política.

Teríamos o mesmo resultado no rap e no hip hop? Falar a respeito da falta de acesso à tecnologia e as dificuldades que muitos artistas e militantes do movimento passaram chega a ser uma forma de irritar muita gente. Mas tudo isso seria apenas uma “carteirada” da chamanda velha escola?

Para debatermos e aprofundarmos o conhecimento, um dos elementos da nossa cultura, o Bocada Forte vai publicar uma série de artigos, entrevistas e reportagens sobre a construção e desenvolvimento do hip hop e do rap das décadas de 80 e 90 e sua relação com o nosso presente.

O primeiro texto é  do rapper Rincon Sapiência. Escolhemos seguir o caminho inverso, com depoimento de um representante da nova escola sobre a importância dos artistas pioneiros. Clique aqui para ler.

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