20 Beatmakers mulheres que você precisa ouvir

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Foto: Beatmaker norte americana Sarah, The !llstrumentalist

A cena beatmaker se expandiu muito no Brasil nos últimos anos, principalmente por conta do fácil acesso aos softwares de produção musical. Entretanto, ainda localizamos poucas mulheres beatmakers se comparado ao número de homens que produzem.

Em uma conversa com Luana Hansen, no quadro Papos & Batidas, no inicio de 2018, perguntei sobre isso. Em sua resposta, Luana disse que as mulheres acabam tendo muito mais responsabilidades do que os homens. Seja em casa, com filhos, e outras questões pessoais, que muitas vezes as impedem de se dedicar a música como tantas gostariam. Assim como o preconceito e machismo no meio da música. Mas muitas conseguem vencer os percalços e produzir bons trabalhos.

Lembrando que muitas  delas não são apenas beatmakers, também são DJs, produtoras, MCs, entre outras atividades dentro da música. Trabalhando a parte da gravação, mixagem e masterização também.

Observação: Algo importante que devemos pontuar é que não localizamos muitas beatmakers mulheres da região nordeste, norte e centro oeste do Brasil, por conta disso, esse artigo segue aberto para atualização, conhece alguém? entre em contato.

Confira uma lista com algumas mulheres que trabalham com produção musical:

Ardlez

Foto: Soundcloud oficial

Ela gravava instrumentais desde 2014, mas como artista. Produtora e beatmaker ela está com um trabalho mais estável desde 2016. Começou tendo acesso ao mundo MIDI e se encontrou no mundo da discotecagem. Entrou na produção musical depois de ter contato com o Ableton Live e desde então se interessou pelo processo de composição, de mixagem e masterização, trabalhado com alguns artistas independentes. Em suas palavras ”Como afirmação geral, como beatmaker sempre tento incluir mensagens que remetem à independência, liberdade, autoexpressão”.

Tem forte influência de músicas dos anos 1980 e 1990, até cair de cabeça no mundo do rap, rrap e r&b, adotando então uma linha de produção experimental em cima desses gêneros, misturando samples de MPB, orquestra.

Suas principais influências vão de Nina Simone até Kanye West. Na cena nacional gosta muito MPB, bossa e rap.

Lançou o EP “Dualisme” e agora esta fazendo parcerias e participações com outros artistas. Acompanhe o trabalho dela. Tem muita coisa novo vindo por aí.

Apuke

Foto: Divulgação

Apuke é DJ e produtora. Começou na produção musical a cerca de um ano e meio, mas é DJ desde os 16 anos, facilitando assim, seu contato com a produção musical.

Ela possui muitas referências como blues, jazz, trap, e house. Por ser DJ, sempre escuta  muitos artistas e não se limita em obter o máximo de conhecimento possível.

Hoje a artista possui um homestudio com alguns equipamentos, como controladoras MIDI, monitores de referência, e usa o FL Studio com sintetizadores e plugins (Nexus, Kontakt…etc), ela também faz parte grupo Quebrada Queer. Confira o trabalho dela:

Foto: Página oficial no Facebook

Bad$ista

A paulistana Rafaela Andrade, conhecida como Bad$ista, produz beats misturando fanque, trap e elementos eletrônicos mas sempre com grande peso dos graves nas batidas.

Lançou o EP “Funk Na Caixa” e muitos outros remixes e produções em coletâneas e em suas redes sociais. Confira o peso das batidas dela:

Foto: Facebook pessoal

Bruna Muniz

Bruna Muniz é de São Paulo/SP. Além de rapper é beatmaker e produz na linha boom bap clássica, com samples e muitos snares e kicks pesados. Iniciou nas produções em 2016.

Em seu trabalho é possível notar grande influência dos anos 90 e inicio de 2000, com bateria seca e sample com recortes e algumas vezes mais puro. Confira o trabalho dela:

Foto: Hudson Vagner

DJ Brum

DJ residente em Florianópolis/SC, Brum tem 24 anos de idade. Manda bem nos sets, mas fora deles também produz instrumentais, principalmente na linha trap envolvendo remixes. Começou com MPC 1000 e hoje usa o FL Studio e o Ableton Live. Suas principais referências musicais são Pharrell Willians, Laudz, Sango, J Dilla, Madlib, PartyNextDoor, Battlecat, dentre outros. Não conhece o trabalho dela ainda? Confira:

Foto: Lucas Vieira

DJ Dola

DJ Dola é de Pelotas, interior do RS. Venceu o Prêmio Rap Longa Vida em 2016 e 2017 e desde então vem produzindo pra vários grupos da cena local. Também demonstra grande esforço, buscando conhecimento com cursos ligados a música e levando como experiências os locais que atua como DJ. Ela tem grande bagagem musical desde criança. Confira o trabalho dela:

Foto: Divulgação

DJ Luana Flores

Luana é de João Pessoa/PB. Iniciou na música em 2007, como baterista de uma das primeiras bandas de rock formada só por mulheres. Nos anos seguintes, começou tocar percussão e em 2016 se aproximou da música eletrônica quando se firmou enquanto DJ, sendo uma das idealizadoras do Coco das Manas, começando assim sua pesquisa em música popular da Paraíba.

Percebendo a necessidade de criar e trazer os elementos percussivos para a música eletrônica, estudou produção musical e hoje é beatmaker. Já lançou e produziu dois singles em 2018,  “Senhora Maria da Penha”, com participação de Coco das Manas e Furmiga Dub e “Diosa Poderosa”, com participação de Amanda Autoo. Este som traz a questão percussiva e de empoderamento feminino.

Hoje ela toca, produz e cria as bases de projetos que faz parte, como AyaBass e Cumadi. A artista usa o Ableton Live para tocar e produzir e tem como maior referencia musical as mestras do coco de roda e também Chico Correa, que foi um dos percussores na mistura de música popular nordestina com beats eletrônicos e synths. Confira um pouco seu trabalho:

Foto: Rony Hernandes

DJ Numa

Natural de Curitiba/PR, Numa produz desde 2009 e tem influências diretas da música popular brasileira como samba, coco, forró, música jamaicana e também músicas do continente africano misturando ritmos dançantes.

Com beats sampleados e ritmos bem alternativos ela chega com muita musicalidade em seu trabalho. Confira:

Gabriela Beats

Natural de Porto Alegre/RS, Gabriela atualmente reside na cidade de Faro, em Portugal. Com 15 anos ela já tinha aprendido a tocar violão, bateria, piano e flauta, mas foi só com 18 anos que começou a produzir. “No início eu produzia EDM mas desde o ano passado descobri o mundo do rap e decidiu começar fazer beats“, conta. Suas referências de estilo são Xxxtentacion, Juice Wlrd, Lil Skies, Post Malone, Criolo e Drake. Conheça mais o trabalho dela:

Foto: blackpipeent

Izabela Reis

Izabela produz a 5 anos, mas com mais intensidade nos últimos 2 anos. Usando o FL Studio e o Reaper, ela produz instrumentais tendo como influencia o samba, com mais foco no boom bap e no r&b, explorando principalmente os vocais e mesclando elementos orgânicos. Também é MC e está com um projeto onde produz e grava MCs da região onde reside (Carapicuíba/SP). Ouça os beats da Izabela Reis:

Foto: HAI Studio

Katze

Residente em Curitiba/PR, ela já tocava em banda desde 2003, mas com o tempo sentiu a necessidade de estudar produção de som eletrônico, não enquanto gênero, mas como método, fazendo assim um curso em 2013. Ela usa o Ableton Live e possuí um homestudio. Suas principais referências musicais são Grimes, Mala Rodriguez, Tommy Genesis, Luiza Lian, Flora Matos, dentre outras. Confira o trabalho dela:

Foto: Facebook pessoal

Kouth

Débora, conhecida como Kouth, tem 21 anos e reside na cidade de São Paulo/SP. Como DJ se interessou em fazer remixes e aí deu inicio a sua vida de beatmaker, com rema-kes e produção de instrumentais. Suas preferências musicais são o trap, funk, rock, mas produz gêneros variados que vão desde r&b ao trap fanque, misturando diferentes estilos e elementos criando um estilo próprio. “Adoro produzir aqueles bate cabeça, poucas notas na melodia mas com muita intensidade e o 808 bem sujo…adoro produzir um plug, umas melodias mais coloridas e percs marcadas, acho bem divertido de produzir”, explica. Suas principais influências musicais são: Ghostemane, Bones, Scarlxrd, Migos, Travis Scott, XXXTentation, Nicki Minaj e até mesmo bandas de metal. Ouça o trabalho dela:
Foto: Felipe Gabriel

Lari Pádua

Larissa, conhecida como Lari Pádua é de São Paulo/SP, e começou produzir em 2011, com aparelhos de gravação e distorção. Pouco tempo depois, fundou uma banda. Iniciou com influências do rock psicodélico, post rock, arranjos orquestrais e rap. Com o tempo se interessou também em cantar, fazendo música no estilo trip hop. Em 2014 lançou um álbum com sua banda e em 2016 lançou um EP solo. No momento a artista está produzindo seu segundo trabalho solo. Confira o trabalho dela:
Foto: Facebook

Luana Hansen

Difícil colocar a Luana apenas como beatmaker. Ela é produtora musical, MC, foi vencedora do Premio Hutuz (premiação do hip hop brasileiro entre os anos 1990 e 2005), fez participação em mini-série, gravou e produziu hits, já fez parte de banda de pagode e de vários outros projetos. Pra quem ainda não conhece, ouça um pouco o trabalho dela:
Foto: Soundcloud

Marye Beats

Marye é da cidade de Santos, no litoral paulista. Começou produzir aos 15 anos, no FL Studio. Influenciada pelo seu irmão e seu pai, que também produzem aprendendo o básico, começou a estudar por conta própria. Começou produzir profissionalmente em 2018. Tem como referências musicais r&b, rap e rock. Atualmente esta explorando também a música eletrônica. Confira o trabalho dela:

 

Foto : Facebook pessoal

Raiany

Raiany é natural de Mato Grosso do Sul, mas reside hoje na cidade de São Paulo. Beatmaker que mistura elementos eletrônicos, samples e batidas bem alternativas, frequentadora da Beat Brasilis, ela tem vários vídeos onde faz beats ao vivo, mostrando suas habilidades com os pads. Quer conhecer melhor o trabalho dela? Confira essa entrevista e dê o play abaixo:

Saskia

A artista começou tocando violão e cantando, quando era criança. Com 14 anos iniciou suas gravações no PC, com instrumentos acústicos. Em 2015 começou produzir com o FL Studio. Suas influências musicais vão desde Os Mutantes até Death Grips. Hoje, residente em Porto Alegre/RS, além de produzir beats, ela faz performances ao vivo. Confira o trabalho dela:

Foto: Facebook pessoal

Rafa Jazz

Rafa é envolvida no projeto Beat Brasilis e também tem envolvimento com graffiti. Como o próprio nome diz, tem influência do jazz, mas gosta muito de outros estilos musicais, tendo mantido durante bom tempo um blog onde fazia release de alguns discos. Confira esse trabalho dela junto ao sample do The Stylistics:

Foto: de Mariana Harder Purple Produções / arte THE SMELL OF DUST

Sue

Sue trabalha a música em linha alternativa, bem diferente de outras beatmakers. De origem francesa, ela segue no estilo downtempo e ambient. Também faz parte do projeto The Smell Of Dust e já frequentou a Beat Brasilis. Em seu projeto pessoal, que esta em fase de criação, pretende explorar muito o audiovisual, criando uma experiência diferente ao ouvinte. Conheça um pouco do trabalho dela:

Foto: Facebook pessoal

Lady Gras

Lady Gras reside na cidade de Alvorada/RS. Atua como DJ de batalha, mas também como beatmaker, começando com boom bap, mas recentemente produzindo mais na linha fanque. Ela produz utilizando FL Studio e Ableton live e faz parte Lombra Gang, além de fazer trabalhos com MC Dona Maria. Em boa parte dos instrumentais ela utiliza piano e efeitos mais sintéticos, também tem um remix seu no soundcloud pessoal. Aprecie o trabalho dela:

 

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